Banda de mentirinha, sucesso de verdade

Teste pop!

Qual o primeiro grupo que surgiu no mundo virtual e veio para o real?

Cinco segundos para resposta!
5 – 4 – 3 – 2 -1!!!

Quem respondeu Gorillaz…Eeeerrrrrou!!O primeiro grupo que surgiu fora da realidade e fez a passagem foi The Archies.

Archibald “Archie” Andrews, Reginald “Reggie” Mantle, Elizabeth “Betty” Cooper, Veronica Lodge e Jughead Jones formavam um grupo de adolescentes primeiro na HQ que começou a ser editada pela MLJ Comics, fundada em 1939 em Mamaroneck, estado de Nova York. O sucesso foi imenso – a editora até mudou de nome para Archie Comics – e tão longevo que chegou aos fins dos anos 50, quando a Turma do Archie formou sua banda de “bubblegum pop” e seguiu em frente.

O sucesso na HQ prosseguiu impávido e colosso e acabou por chamar a atenção da TV. Assim, em 1968, John Goldwater e Bob Ogle recriaram o grupo para o desenho animado “Archie Show”. No entanto, manter uma banda numa HQ é uma coisa, outra é apresentá-la num desenho animado. Demanda alguém tocando. Assim, o produtor Don Kirshner contratou, em 1968, os músicos de estúdio Ron Dante (líder de sua própria banda, Cugg Links) para os vocais, Hugh McCracken (guitarra), o tecladista Ron Frangipane, os baixistas Chuck Rainey e Joey Macho, que se revezavam, o mesmo acontecendo com os bateristas Buddy Saltzman e Gary Chester.

Na TV, o sucesso da HQ não se repetiu – só houve uma temporada, com 17 episódios, mas foi o suficiente para que The Archies explodisse nas paradas com “Sugar, sugar”, até hoje o único grupo ficcional a atingir o número 1 da parada da Billboard, em 1969, e conquistar o disco de ouro. “Sugar, sugar” foi escrita e produzida por Jeff Barry, autor de quase todas as letras e músicas da banda e que também dava voz a Jughead (Moleza, no Brasil), o baterista tarado por hamburger. Detalhe: os vocais de Betty (a loura) e Veronica (a morena) vinham da voz em overdub de Toni Wine, mas quando criou-se uma versão em carne e osso da banda, Toni foi substituída pela loura Donna Marie e pela morena Merle Miller, que ficou sendo a única voz nas últimas gravações da banda, em 1972.

Com vocês, “Sugar, sugar” , e, de quebra, o tema do desenho e o grupo de carne e osso.

 

 

 

the archies

 

 

“Poinciana”

Era sagrado – todos os dias, às 11 da noite, sintonizava a Rádio Jornal do Brasil, não importava que, no dia seguinte tivesse que acordar às 5 da manhã. Mais importante do que o sono era, por uma hora, ouvir o “Noturno”, apresentado pela voz de barítono de Luiz Carlos Saroldi, com uma seleção de músicas que encantava o “motown boy”, mesmo sem a presença de Jackson Five, Stylistics, Stevie Wonder, Sharlene, Temptations ou Diana Ross. Em vez disso, MPB (que, de resto, também ouvia aos quilos em casa), jazz (um estilo que até então me chamara pouco a atenção) e muita música romântica americana, francesa e italiana.

Assim foi que, numa noite dessas, Saroldi propiciou-me minha terceira paixão à primeira audição (das outras já falei). A alegria que sinto quando ouço a introdução de “Poinciana”, de Nat Simon e Buddy Bernier, na versão do Manhattan Transfer, não mudou em 40 anos. Foi uma quentura (como diz minha mãe) no plexo solar tão grande que fiz algo que nunca tinha feito antes e nunca fiz depois – escrevi carta pedindo que Saroldi tocasse a música novamente, no bloco em que ele atendia pedidos dos ouvintes.

Bobagem, pensei, dois segundos depois de ter colocado a carta na ranhura apropriada na agência do Correio (era assim que se fazia naquela era do mundo, jovens). Ele nunca iria ler a carta – e se lesse não iria tocar a canção de novo. Ainda assim, com aquela esperança típica dos 18 anos, por uns dois ou três meses, fiquei a ouvir o “Noturno” à espera do improvável. Nada aconteceu, óbvio. Engoli a frustração e, também como é típico da juventude, toquei em frente, esqueci.

Uns meses depois, eis que o Dupin, colega do estágio em estatística no Departamento de Informática (designação hilária, pois o aparato mais avançado que tínhamos à disposição era uma máquina de calcular da Sharp com visor de fósforo verde) da Secretaria de Educação do Estado do Rio , cruzou comigo na portaria da ENCE e veio com a novidade.

– Ouvi seu nome ontem no rádio.

– Hã?

– É, na JB. Num programa de noite. Tocou uma música que você pediu, cheia de bongôs – riu Dupin.

Sim, eu faltara com meu dever sagrado e fora castigado – Saroldi tocara “Poinciana” e eu não estava escutando (depois você me pergunta por que sou paranoico). Tal injustiça do cosmos, claro, detonou aquele processo neurótico que me acometera com “Pendulum”, do CCR, e “Pela cidade”, do Azymuth (siga o link lá de cima para ter ideia bem clara do que é). Passei alguns anos atrás da música, até que, em meados dos 90, encontrei-a na versão CD de “Coming out”, LP lançado pelo MT em 1976.

Oi, velho amor…

O jazz foi pra Cuba

Pode parecer meio maluco – e certamente levará ao gáudio os direitistas mais inteligentes (sim, existe gente de direita inteligente, mesmo no Bananão – no nosso caso, uns cinco ou seis) -, mas o afro-cuban jazz surgiu em Nova York no início dos anos 40, fruto da interação de uma geração de músicos cubanos e africanos radicados na Grande Maçã com as “big bands” da Era do Swing. O reconhecimento, porém, veio pouco mais tarde quando dois dos líderes do então nascente bebop, Charlie Parker e Dizzy Gilespie, colaboraram, respectivamente, com Frank “Machito” Grillo – líder da banda a Machito and his Afro-Cubans, junto com Mario Báuza – e com o percussionista Chano Pozzo, criando o que alguns chamam de “Cubop”.

A ligação de Cuba com o jazz (ou “iazz” como falam em “la isla libre), porém, é bem mais antiga, de fato, desde o nascimento do estilo musical. Como enfatizam pesquisadores do jazz, um dos componentes formativos deste tipo de música originária de New Orleans – cidade ligada a Havana por uma linha de barcas – foi a “habanera”, estilo cubano que ganhou popularidade internacional entre fins dos Século XIX e início do XX. Influência esta reconhecida inclusive por pioneiros como o grande Jelly Roll Morton, que o chamava de “toque espanhol”.

Na ilha, o jazz desenvolveu-se em torno dos clubes de shows e dança dominados pela máfia, muitos dos quais comportava e em cassinos– um exemplo é o nosso muito conhecido Buena Vista Social Club. Assim, dadas estas ligações de raiz, não chega a ser surpresa a quantidade e qualidades dos músicos de jazz de Cuba, como os que comparecerem neste humilde post.

Irakere: O grupo fundado em 1973 por Jesus “Chucho” Valdés, e até hoje liderado por ele. trouxe uma grande contribuição ao som do afro-cuban jazz durante os anos 70 e 80 com o uso intensivo de instrumentos de percussão cubanos. Conquistou o Grammy de melhor gravação de música latina de 1980 e por ele passaram músicos do quilate do saxofonista e clarinetista Paquito D´Rivera e do trompetista e pianista Arturo Sandoval.

 

Gonzalo Rubalcaba: Gonzalo Julio González Fonseca assumiu o sobrenome da sua avó paterna, assim como tinham feito seu pai, Guillermo, e seu avô, Jacopo, ambos pianistas como ele (e os dois irmãos do seu pai também são músicos – um pianista, baixista o outro).Desde 1985, Gonzalo lidera o seu Grupo Projecto com o qual já ganhou dois Grammys (2002 e 2005) dois Grammys Latinos (2002 e 2006) e ainda indicado ao Billboard Award em 2002 e 2007.

 

Rubén González: Rubén González y Fontanilis nasceu em 1919, em Santa Clara, e começou a estudar piano clássico aos oito anos. A carreira de músico, porém, só foi iniciada aos 21, depois de largar a escola de medicina e se mudar para Havana. Alugou um quarto numa casa que ficava ao lado da que morava Arsénio Rodriguez, um dos grande nomes da música cubana de então. Ao ouvi-lo tocar, Arsénio não teve dúvida e o chamou para sua orquestra.

A carreira foi longa e profícua, mas parecia ter terminado em 1986 quando se aposentou. SQN. Em 1996, depois de 11 anos só tocando em casa, foi chamado pelo produtor Juan de Marcos Gonzalez para dar uma passadinha no estúdio Egrem a fim de rever uns amigos. Em lá chegando, Rubén encontrou velhos companheiros como Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Portuondo, Pio Leiva e outros. Feliz, tocou por horas seguidas e, quando parou, um gringo veio falar com ele. Era o americano Ry Cooder, que o convidou para participar do Buena Vista Social Club. E coube a ele liderar a gravação da música que deu nome ao disco e ao documentário de Win Wenders e foi composta por Israel López nos anos 50, o auge do clube noturno. Rubén morreu em Havana, em 2003.

Doce tico-tico

Já tinham me avisado: de repente, uma coisinha, um detalhe, me faria lembrar dele. Dessa vez, foi uma música. Meu pai gostava muito de “Lero-lero”, de Edu Lobo e Cacaso. Nunca me disse o motivo, mas desconfio que era porque gostaria de ser como o personagem da canção – decidido, esperto, um “tico-tico de rapina”. Ele não era assim – sempre pareceu meio perdido neste mundo, sem saber para onde ir e o que fazer quando chegasse lá.

Tenho muito a quem puxar.

Ercília

Alta, forte, negra, bonita, Ercília impressionava o colega de turma. Quando abria a boca, a voz encorpada como ela, melodiosa, aumentava em uns 85 pontos (escala 100) a timidez do cabra e, por associação – vá entender a cabeça de um adolescente inseguro -, detonava qualquer ideia que ele pudesse ainda ter de aproximar-se da melhor amiga dela, paixão do garoto.

Pois há umas semanas, ao comentar um post de outra colega de turma no Pedro II (a qual, devo penitenciar-me, não era inteiramente indiferente dada as belas pernas), eis que alguém que se assinava Lia Ma Ria se apresenta. “Oi, Ivson. É a Ercília”. Papo vai, papo vem, a antiga colega diz que vive na França há 20 anos, onde – para surpresa de ninguém que ouviu a voz dela há 40 anos – se tornara cantora, com CD gravado e tudo.

Seguinte, vou escrever mais nada. Ouça, por favor, as três interpretações do link.

https://soundcloud.com/liabarcellos1-1

Levitando com “Asa Branca”

Em certo dia de 1947, minha mãe seguia para a escola mantida pela Rede Ferroviária que ela frequentava mesmo não sendo filha de ferroviário e ficava logo abaixo da rua hoje chamada Vereador Manuel Vitorino , no bairro do Alecrim, em Natal. Ao passar pela oficina de seu Juvenal, a menina de nove para dez anos, ouviu no rádio – aparelho que estava muito além das posses da família pobre – algo que fez sua sensibilidade dar uma cambalhota. “Eu parecia estar levitando”, recorda ela, quase 70 anos depois da primeira vez em que ouviu “Asa Branca”.

A lembrança veio quando almoçávamos ao som da edição especial de “Puxa o fole”, programa da Rádio Nacional produzido e apresentado por José Sergival, que comemorou hoje o aniversário de Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”, e o Dia Nacional do Forró. Obviamente, não poderia faltar o maior clássico nordestino, música cuja introdução qualquer brasileiro que não seja um completo tapado conhece.

Assim, em homenagem a todos acima – mamãe, o velho Lua, seu Juvenal, José Sergival e, claro, o forró -, “Asa Branca”.

 

Triste mágica azul

Uma das Grandes Perguntas: “O que vem antes, a música ou o sofrimento? Eu ouvia a música porque sofria? Ou sofria porque ouvia música?”. A questão é formulada por Rob Fleming, personagem principal de “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby, livro que em 2015 faz 20 anos de publicação. A formulação da pergunta, de profundas e transcendentais implicações filosóficas, é um grande feito, ainda mais por que em nenhuma das numerosas listas de “cinco mais” que Rob e seus amigos criam por todo o livro, eles citam o Blue Magic (e se você leu o livro ou viu o filme, estrelado por John Cusack e dirigido por Stephen Frears, sabe que não o fariam nem que suas vidas dependessem disso).

Formando em 1973, na Filadélfia, o quinteto foi mais uma das crias do “Som da Filadélfia”, do qual já falei longamente aqui. Travei conhecimento com Theodore Mills, Keith Beaton, Wendell Sawyer, Vernon Sawyer e Richard Pratt, em 74, quando eles estouram no Brasil, como no resto do mundo, com “Sideshow”, a qual se seguiu “Three ring circus”, que também une a ilusão do circo à solidão num coquetel depressivo e traz um de meus refrões favoritos. Essas duas músicas vão abaixo, junto com “The loneliest house on the block”, regravação (cover é o cacete!) do sucesso de Little Anthony & The Imperials, e a terceira das minhas favoritas do grupo, que, apesar de estar na ativa até hoje, na prática acabou com as saídas de Ted Mills e Richard Pratt, seus dois principais vocalistas, no início dos 80.

Senhoras e senhores, com vocês, Blue Magic – ouçam e se desesperem!

Foco! Foco!

Creio que, dessa vez, decepcionarei alguns fiéis seguidores da Pavuna ´73 – não falarei de nada muito antigo, das décadas de 60, 70 ou 80. O post é dedicado ao lounge, chill, ambient ou que nome tenham aquelas músicas “relax” em voga hoje e que me facilitam a vida profissional. Profissional sim, pois passei a ouvi-las com assiduidade durante a jornada de trabalho.

Explico. Em CNTP (se faltou às aulas de química e física, veja o que é o acrônimo na wikipedia, por favor), sou um cara disperso – só concentro mesmo sob pressão (nos momentos mais tensos, trabalho como se estivesse no automático, com foco total). Nem sempre foi assim. Lá nos anos 80 (pronto! Falei do tempo antigo!), quando comecei no jornalismo, as redações eram um barulho só, com ao taque-taque das máquinas de escrever e berros, risadas e resmungos cortando o ar e forçando o desenvolvimento da concentração mesmo em gente que tem dificuldade de controlar as sinapses.

Mas o mundo mudou, as redações se tornaram quase tão silenciosas quanto igrejas, o mesmo acontecendo nas assessorias, na maior parte do tempo. Assim, fui retornando ao estado selvagem e perdendo a capacidade de focar por muito tempo. Para manter a concentração, apelo para a música, desde que não seja agitada – se não contiver palavras, melhor, pois tendo a dispersar.

A música instrumental é ótima para cumprir essa função e, neste campo, me adapto melhor àquelas com instrumentos eletrônicos, talvez por ter admirado o rock progressivo nos anos 70 (olha aí o tempo antigo de novo!), com suas camadas e camadas de sintetizadores. Além da música eletrônica, outro estilo preferido para concentrar – o canto gregoriano modernizado – cumpre, também maravilhosamente, esta função, assim como alguns tipos de música étnica.

Se quiser saber do que estou falando, ouça o setizinho que se segue.

Para a Terra da Graça

Para Dominic Molise, 1933 foi um ano ruim. A seis meses de completar 18 anos, a vida parecia não estar dando muita bola para o personagem autobiográfico de John Fante, que reclamava amargamente de Deus pelo fato. Bem, 1986 também não estava sendo nada bom para mim – além do fantasma da bipolaridade da minha mãe, que me assombrava desde os 20, num período de duas semanas de agosto, fui chutado pela mulher e perdi o emprego. O Senhor, a vida, ninguém parecia igualmente dar a mínima para a minha importante pessoa.

O caso do emprego até que foi resolvido facilmente graças a três amigos maravilhosos – Cristina Grillo, Lucila de Beaurepaire e Gustavo Kaye, aos quais jamais poderei agradecer o suficiente. A outra parte, aquela que dependia exclusivamente de mim, essa era mais bem complicada de dar um jeito. Mas nessas horas, sempre pude contar com a música. Nesse caso, embarquei numa peregrinação a Graceland, em companhia de Paul Simon, do Ladysmith Black Mambazo, de um garoto de nove anos e de alguns fantasmas (incluindo o da bipolaridade materna). “Graceland” sempre me tocou como uma canção que falava de esperança, uma esperança teimosa –  interpretação que é, de certa forma, corroborada pelo próprio autor.

E já que estamos em “Graceland”, segue também a minha segunda música favorita do álbum, “Diamonds on the soles of her shoes”, um oposto da outra. É, a esperança não morre fácil mesmo.

 

Séries, temas e aberturas: O agente da UNCLE

Quem já leu alguma vez o Pavuna’73 sabe que sou um sujeito nostálgico (creio que acontece com a maior parte das pessoas após os 50) – o próprio nome do blog grita esse fato Assim, há de compreender a minha alegria ao descobrir, num ponto de ônibus, há umas três semanas, que, no dia 3 de setembro, entraria em cartaz a versão cinematográfica de “O agente da UNCLE”.

Lá por 67, 68, a Telefunken tinha um dono às 21h30 de domingo – ela era minha e estava sintonizada no canal 2, TV Excelsior. Nesse horário e canal, eu via as aventuras de Napoleon Solo (Robert Vaughn) e Ilya Kuriakin (David McCallum), que, sob o comando do Sr. Waverly (Leo G.Carroll), salvavam o mundo, sempre contando com a ajuda de uma pessoa comum envolvida contra a vontade nos rocambolescos episódios.

Só havia um probleminha a minar minha alegria: o Demolidor. Depois do quase assassinato do personagem no filme estrelado por Ben Affleck, peguei um tremendo trauma de adaptações dos meus heróis favoritos para a tela grande (temor não minorado nem pela ressurreição, em grande estilo, do “Homem sem Medo” pela Netflix ou pelas ótimas adaptações do Homem Aranha com Tobey Maguire ). Por isso, procurei referências da produção e li uma entrevista do diretor (e co-roteirista) Guy Ritchie na qual ele jurava que os principais pontos da série de TV tinham sido mantidos no filme, especialmente o conflito de personalidades entre Solo e Kuriakin.

Era a garantia de que eu precisava. Porque o que eu realmente adorava em “O Agente da UNCLE” era exatamente o contraste entre o americano moreno, sempre bem vestido, conquistador e refinado, e o russo louro, taciturno, atlético e enxadrista, que só saia do sério (ou seja, levantava uma sobrancelha) com as presepadas do colega.

Nesse ponto, o filme não me decepcionou. Henry Cavill (Solo) e Arnie Hammer (Kuriakin) mandam ver nas diferenças, embora longe da química que havia entre Vaughn e McCallum. Aliás, se houve um senão no filme foi essa (relativa) falta de química, compensada, pelo menos para mim, pela presença da graciosíssima sueca Alicia Vikander, que pareceu ser uma jovem atriz com outros recursos além da beleza; de Hugh Grant, um Sr. Waverly excelente; e da habilidade dos roteiristas para criar um passado interessante e plausível para os heróis, especialmente Kuriakin.

Parece que a bilheteria do filme não tem correspondido nos EUA e, assim, talvez não haja a sequência prometida pelo final. Seria uma pena, pois esse quarteto, creio, teria muito a evoluir nos personagens. Mas se não rolar, o filme que está em cartaz já me deixou feliz – e, além disso, sempre há a esperança da Netflix.

A abertura da série está longe de ser das melhores, mas fica aqui em mais uma lembrança de meus tempos de garoto.

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